Bastante exato o seu texto, Eliana, além de bonito. Embora eu não tenha vivido presencialmente este tempo em Jiquy, sempre aí passava as minhas férias, que também me traz doces e poéticas recordações... Eu sempre ficava na fazenda Vitorianápolis, mais conhecida como Lagoa dos Cavalos, e intercalava o meu tempo passando dias em Jiquy. Ficávamos na casa de tia Dina, ou seja, na sua casa, e me lembro de várias coisas que vocë mencionou, como o projetor que animava nossas escuras noites. Aliás, peguei um tempo em que a luz da cidade era à motor, e se apagava às 22h00 para desespero e alegria das crianças, que transformava o apagão em algazarra. Ruas de terra, conversas com mais velhos, conhecendo e reencontrando parentes, outros primos de primeiro, segundo... quinto graus, meus tios-avós, fazendo amigos, conhecendo outros mundos. Quando criança,a primeira coisa que eu fazia ao chegar em Jiquy era ir ao rio. Prá mim, nascido e criado em São Paulo, ele era como uma porta para outra dimensão. Eu me lembro de suas enchentes, e quando inundava parte da "passagem" que ia pros Gerais. Chamávamos a areia molhada de manteiga. Adorava sempre um banho de rio, mesmo que proibido - ele só era mesmo oficializado quando acompanhava a turma que ia lavar roupa ou louça. A brincadeira era aquática... Até hoje tenho que ir ao rio quando estou em Jiquy, agora com o olhar de geólogo, mas com a eterna poesia das lembranças de menino. Na nossa querida fazenda, ou simplesmente "Roça", os dias eram ainda mais felizes quando vocë e todos da sua casa iam ficar conosco, e ainda me lembro quando vocë contava histórias prá gente, sentados na rede do peitoril. À noite, com ou sem luar, um oceano de estrelas invadia o céu, e tentávamos contá-las até alguém dizer que isso não podia, senão nasceria verrugas. E me lembro da minha mãe me mostrando as constelações - as Trës Marias, o Caminho de Santiago etc... E ao dormir alguém sempre apagava a luz dos candeeiros. Tudo foi, é e será mágico e transcedente. Eu gostaria de escrever milhares de linhas aqui tentando descrever a aventura de todos nós no nosso querido Jiquy e na nossa querida Lagoa dos Cavalos, mas não conseguiria expressar toda a emoção sentida. Escrever estas linhas, foi uma "viagem ao princípio do mundo".
Bastante exato o seu texto, Eliana, além de bonito. Embora eu não tenha vivido presencialmente este tempo em Jiquy, sempre aí passava as minhas férias, que também me traz doces e poéticas recordações... Eu sempre ficava na fazenda Vitorianápolis, mais conhecida como Lagoa dos Cavalos, e intercalava o meu tempo passando dias em Jiquy. Ficávamos na casa de tia Dina, ou seja, na sua casa, e me lembro de várias coisas que vocë mencionou, como o projetor que animava nossas escuras noites. Aliás, peguei um tempo em que a luz da cidade era à motor, e se apagava às 22h00 para desespero e alegria das crianças, que transformava o apagão em algazarra. Ruas de terra, conversas com mais velhos, conhecendo e reencontrando parentes, outros primos de primeiro, segundo... quinto graus, meus tios-avós, fazendo amigos, conhecendo outros mundos. Quando criança,a primeira coisa que eu fazia ao chegar em Jiquy era ir ao rio. Prá mim, nascido e criado em São Paulo, ele era como uma porta para outra dimensão. Eu me lembro de suas enchentes, e quando inundava parte da "passagem" que ia pros Gerais. Chamávamos a areia molhada de manteiga. Adorava sempre um banho de rio, mesmo que proibido - ele só era mesmo oficializado quando acompanhava a turma que ia lavar roupa ou louça. A brincadeira era aquática... Até hoje tenho que ir ao rio quando estou em Jiquy, agora com o olhar de geólogo, mas com a eterna poesia das lembranças de menino. Na nossa querida fazenda, ou simplesmente "Roça", os dias eram ainda mais felizes quando vocë e todos da sua casa iam ficar conosco, e ainda me lembro quando vocë contava histórias prá gente, sentados na rede do peitoril. À noite, com ou sem luar, um oceano de estrelas invadia o céu, e tentávamos contá-las até alguém dizer que isso não podia, senão nasceria verrugas. E me lembro da minha mãe me mostrando as constelações - as Trës Marias, o Caminho de Santiago etc... E ao dormir alguém sempre apagava a luz dos candeeiros. Tudo foi, é e será mágico e transcedente. Eu gostaria de escrever milhares de linhas aqui tentando descrever a aventura de todos nós no nosso querido Jiquy e na nossa querida Lagoa dos Cavalos, mas não conseguiria expressar toda a emoção sentida. Escrever estas linhas, foi uma "viagem ao princípio do mundo".
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